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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Santi Santamaria


Santi Santamaria, prestigiado chef espanhol com o maior número de estrelas Michelin, morreu nesta quarta-feira, dia 16/02/2011, às 10h30min (horário de Brasília). Prestigiava um de seus restaurantes, na zona de Marina Bay, em Cingapura. Polêmico em suas declarações, foi o primeiro catalão a conquistar três estrelas no Guide Michelin, em 1994. Seu restaurante - o El Racó de Can Fabes -, em Sant Celoni, a 50 quilômetros de Barcelona, fica em uma propriedade que pertence a sua família há mais de 200 anos.
Liderou o Manifesto Internacional da Cozinha, em 2004, reunindo 111 cozinheiros, a fim de reivindicar o status de patrimônio cultural, enfatizando os riscos decorrentes da globalização e da manipulação química e genética dos alimentos. Em 2007, no Congresso Culinário Madrid Fusión, criticou os chefs que se perderam, levando-se pela excessiva preocupação com a estética, em detrimento do valor intrínseco do alimento. Seu livro - La Cocina al Desnudo (no Brasil, A Cozinha a Nu, editora Senac), iniciou um debate sobre a cozinha ortomolecular e a tecnoemocional, condenando, também, o fast food.
Apaixonado pela cozinha mediterrânea, resgatou a cozinha popular e elevou-a à Alta Gastronomia.


A cozinha espanhola perdeu um pouco de seu sabor. Em nossos corações e mesas, um vazio.

sábado, 19 de junho de 2010

Cuisine du Terroir


Traduzindo, em bom português, "cozinha regional". Ela engloba especialidades regionais com um forte foco na qualidade do produto local e tradição camponesa. Muitos pratos que entram nessa categoria não se enquadram no estereótipo da "comida francesa", uma vez que muitas vezes não são tão elaborados. Diferem grandemente da imagem que temos dos pratos franceses, influenciados pela Nouvelle Cuisine, tendência que durante décadas dominou a gastronomia francesa.
Terroir, originalmente significava extensão limitada de terra conforme as qualidades que dava à agricultura, principalmente quanto à produção vitícola. Em gastronomia, o termo tornou-se mais abrangente e abarcou os ingredientes que compõem o prato, seu preparo tradicional, aspectos culturais e históricos. A sazonalidade ganhou especial importância na escolha do menu ou cardápio. Os pequenos produtores passaram a ser valorizados, uma vez que se procure temperos e ingredientes típicos da região.
A Cuisine du Terroir aponta claramente para a pluralidade, (na contramão de movimentos que buscam a fusão de diversas cozinhas), com a percepção de diferentes cozinhas mesmo em áreas espacialmente pequenas, delimitadas pelo clima, solo, costumes e história.
Ela procura, ainda, conciliar a tradição com a inovação, respeitando as receitas originais e melhorando sua aparência. Extendendo o conceito à outros países e exemplificando, ao pegarmos um bom bacalhau à Gomes de Sá, prato português, respeitariamos a receita tradicional e seus ingredientes; porém, disporiamos as batatas, cebolas, ovos, azeitonas pretas e o bacalhau de uma forma diferenciada, privilegiando a riqueza cromática. tornando-o mais atrativo visualmente, lembrando que a apresentação do prato deve ser a mais próxima possível de sua origem, dispensando os excessos típicos da Nouvelle Cuisine.
A Cuisine du terroir presta, portanto, um papel na manutenção (e recuperação) das tradições, Afinal, somos, também, influenciados pelo que comemos, como comemos e como nos relacionamos ao comer. A comida, sua produção e consumo, são parte de nossa herança histórica e cultural muitas vezes negligenciada.

Para conhecer melhor:

La Cuisine de nos Terroirs. Cluzel Roussillon.
Guide des Produits du Terroir. Bardinet Copat.
La Cuisine de Terroir - 320 Recetter des Provinces de France. Jean Ferniot.
Escoffianas brasileiras. Carolina Chagas; Alex Atala.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Para se assistir: Julie & Julia (2009)


O filme baseia-se em dois livros, My Life in France, de Julia Child (1912-2004) e Julia & Julie, de Julie Powell, entrelaçando a vida das duas protagonitas, embora separadas por algumas décadas. Julia Child descobriu, em sua estadia na França, o que realmente gostava na vida - comer e cozinhar. Acabou por escrever um livro - Mastering the Art of French Cooking - a bíblia da culinária francesa traduzida para as donas de casa norteamericanas. Foi, também, uma personalidade única na televisão norteamericana, protagonista de diversos programas de culinária. Meryl Streep desempenha o papel de forma impressionante, captando a essência da Julia real, seu tom de voz e maneirismos.
Julie Powell, por sua vez, levava uma vida simples e terrivelmente monótona. Para fugir do tédio, criou o blog (em 2003) Julie/Julia Project, dispondo-se à preparar as 524 receitas do livro de Julia e registrar suas impressões, sucessos e fracassos.
O roteiro, outro ponto positivo, conseguiu equilibrar a vida da primeira, mais rica e interessante, com a de Julie, de forma leve e interessante.

  • Título original: Julie & Julia
  • Gênero: Drama, Comédia
  • País: EUA
  • Duração: 02h03min
  • Direção: Nora Ephron
  • Atores: Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Mary Lynn Rajskub, Vanessa Ferlito

Um filme sobre pessoas comuns e interessantes, e a cozinha como ferramenta de autodescoberta, prazeres, e, no caso de Julie Powell, alguns dissabores. Mas, uma ferramenta maravilhosa. Diversão garantida (e descompromissada).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Para se assistir: A Festa de Babette (1987)


Um filme delicioso sobre a vida, sacrifícios, amor, fé e, claro, o prazer da mesa. O filme encanta exibindo cenários exuberante e ótimas atuações, especialmente Stèpgane Audran (como Babette), Birgitte Federspiel e Bodil Kjer (como as irmãs Martina e Filipa).

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988, A Festa de Babette revela a chegada de um refugiada francesa que pede abrigo a uma família dinamarquesa. Ela se torna empregada da casa, até qe anos depois descobre que ganhou na loteria. Com o dinheiro, ela promove um banquete tipicamente francês, tocando a alma dos convidados.

  • Direção: Gabriel Axel
  • Roteiro: Gabriel Axel
  • Produção: Just Betzer, Bo Christensen, Benni Korzen
  • Música Original: Per Norgaard
  • Música Não Original: Johannes Brahms, Wolfgang Amadeus Mozart
  • Fotografia: Henning Kristiansen
  • Edição: Finn Henriksen
  • Design de Produção: Jan Petersen, Sven Wichmann
  • Figurino: Annelise Hauberg, Karl Lagerfeld, Pia Myrdal
  • Efeitos Especiais: Henning Bahs
  • País: Dinamarca
  • Gênero: Drama

Um filme para os olhos e o espírito.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sugestão de leitura: República Gastronômica da China


Para muito além da cozinha, uma viagem salteada pela culinária chinesa.

Pontuado por deliciosas receitas e vívidas descrições de pratos e refeições, este é um retrato da China contemporânea com delicadeza e sensibilidade. Acompanha 29 receitas. Melhor livro de culinária chinesa, Gourmand World Cookbook Awards 2008

Aprovadíssimo!!!!

Pouco depois de se formar em jornalismo, Jen Lin-Liu deixou os Estados Unidos e se mudou para a China, contra a vontade de sua família. Para entender o país de seus antepassados, escolheu o caminho da comida e estudou desde os quitutes mais tradicionais até os banquetes exóticos. Em sua formação como cozinheira profissional, encontrou personagens que lhe mostraram diferentes aspectos de uma sociedade em transição, num regime ainda marcado pelo autoritarismo. Pontuado por deliciosas receitas e vívidas descrições de pratos e refeições, esse é um retrato da China contemporânea pintado com delicadeza, sensibilidade e bom humor, capaz de deixar os leitores com água na boca.

Ficha técnica:

Título:
República Gastronômica da China
Autora: Jen Lin-Liu
I.S.B.N.: 9788537801482
Altura: 23 cm.
Largura: 16 cm.
Acabamento: Brochura
Edição: 1ª Ed. / 2009
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Número de Paginas: 264

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Filet mignon à la sauce du champ


Tempo de preparo: 1 hora
Porções: 4

1 l de caldo de carne
1 cenoura picada
1 cebola picada
1 alho poró finamente picado
75 ml de vinho tinto seco
1 colher (chá) de mostarda dijon
2 colheres (sopa) de cebolinha
2 colheres (sopa) de salsinha
1 colher (sopa) de manjericão
1 colher (sopa) de amido de milho
1/4 de xícara (chá) de molho de soja
1/2 xícara (chá) de água
1 pitada de pimenta do reino preta
8 medalhões de filé mignon
Azeite
Sal

Modo de fazer:
  1. Aqueça, em uma panela, o caldo de carne, vinho tinto, cebola, cenoura, alho poró e mostarda dijon. Leve à fervura por 40 minutos ou até os legumes estarem bem macios.
  2. Coloque mistura no liquidificador e bata formando um purê.
  3. Retorne a mistura à panela e adicione a salsinha, a cebolinha, o manjericão e a pitada de pimenta do reino preta.
  4. Adicione, então, o amido de milho dissolvido em uma xícara de chá contendo o molho de soja e a água. Deixe ferver por três minutos. Reserve.
  5. Passe os medalhões no azeite e leve à frigideira em fogo alto, para selá-los, impedindo que o suco saia deles. Tempere com sal. Reserve.
  6. Retire uma concha do molho e leve à frigideira, em fogo alto, raspando o fundo da frigideira, retirando os restos da carne que se misturarão ao molho.
  7. Regue os medalhões e sirva imediatamente.

Dica: congele o caldo restante para usá-lo quando precisar.

Sugestão de acompanhamento: batata cozida com cebola e tomilho; salada de rúcula, pêra grelhada e provolone defumado. Para beber, um bom Cabernet Sauvignon.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Receita de sorbet de melancia

Tempo de preparo: 15 minutos Porções:4 a 6 porções


1 kg de melancia
50 g de açúcar de confeiteiro
suco de 1 limão
1 clara

Modo de fazer:

  1. Corte a melancia ao meio, retire as sementes e reserve-as. Retire a polpa e descarte a casca.
  2. Coloque a polpa em um liquidificador com o açúcar de confeiteiro e o suco de limão. Bata até ficar com consistência de purê. Depois despeje na sorveteira e bata até que a mistura fique quase congelada. Bata as claras em neve e misture à massa Bata mais um pouco, e acrescente algumas sementes, para enfeite. Leve ao freezer até a mistura congelar.
  3. Sirva em taças para sorvete.

Os Sorbets são sorvetes originários da França feitos a base de agua e não contendo gordura.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Curso rápido de carnes vermelhas

Um curso rápido contendo 4 receitas a serem realizadas com a participação dos alunos. Receitas deliciosas (com direito à degustação, claro)!

  • Filé mignon picante
  • Carne com broto de bambu
  • Contra-filé com queijo roquefort e raiz-forte
  • Bisteca de porco assada com alecrim e erva-doce

Inscrição: R$ 100,00
Duração: 4 horas.
Turma: 5 alunos

Contato: (62) 9251-8175 / contato@chefroscio.com.br

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Massa - História e invenções


A palavra "macarrão" vem do grego "makària", que data de 25 séculos atrás e compreendia um caldo de carne enriquecido por pelotas de farinha de trigo e cereais. Já a palavra "pasta" (massa para os italianos), vem do grego "pastillos", termo usado por Horácio, especialista em versos culinários.

Reza a lenda que Marco Polo teria levado à Itália, em 1295, essa invenção chinesa, regressando do Extremo Oriente. Lenda...
Há inúmeros relatos em textos etruscos e babilônios sobre a existência de uma pasta à base de cereais e água; isso, em 2500 a.C.
No Ocidente, a primeira e mais próxima referência ao macarrão cozido encontra-se no Talmud de Jerusalém. O itriyah dos antigos hebreus era uma espécie de massa chata usada em cerimônias religiosas. Na antiga Roma, por volta do século VII a.C., comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada pultes, com legumes e carne (puls punica); ou com queijo fresco e mel (puls Julia).
Em 827, os árabes haviam conquistado a Sicília e teriam levado consigo a novidade. Segundo essa versão - a mais aceita pelos historiadores -, os árabes seriam os legítimos pais do macarrão. Eles o chamavam de itrjia e era uma massa seca para melhor conservação nas lravessias pelo deserto. Da Sicília, os navegadores venezianos e genovenses transportaram-no para importantes portos como Nápoles, Roma, Piombino e Viareggio.
Bem verdade, apesar das muitas versões e supostas paternidades, os italianos foram seus maiores consumidores e difusores, tendo inventado mais de 500 variedades de tipos e formatos. Eles incorporaram, inclusive, um elemento nobre - a farinha grano duro (*), propiciando o cozimento correto e melhor consistência.
O encontro do tomate com a massa deu-se, segundo registros, em uma receita em 1839, quando Ippolito Cavalcanti, duque de Buonvicino, ofereceu uma receita para vermicelli co le pommodoro. Trinta anos depois, o La Cuciniera Genovese ofereceu receitas para pastas com molho de tomate. Até então, a pasta seca era comida com os dedos. Muitos histriadores acreditam, pois, que o molho exigiu o uso de uma pequena forquilha, um garfo primitivo, que teria revolucionado a forma de comer.
Com o tempo, mudanças culturais e de hábitos, novos elementos foram acrescentados aos molhos e suas composições, resultando em uma diversidade de combinações interessantes e releituras dos molhos consagrados.

(*) A farinha grano duro é formada pelo trigo grano duro (Triticum durum), que requer condições climáticas especiais, crescendo apenas em regiões frias. O resultado é uma massa mais consistente, firme e saborosa.

domingo, 27 de setembro de 2009

Sugestão de leitura: Com unhas, dentes & cuca


Para aqueles que procuram ir muito além das receitas, refletindo sobre as técnicas, suas origens, usos e limitações; um mergulho reflexivo sobre a culinária atual e, principalmente, a culinária brasileira.

Os autores revisitam o conhecimento conhecimento clássico da culunária estabelecidos nos últimos séculos e apresentam as novas técnicas desenvolvidas pelas indústrias do setor e pelas universidades. Rigoroso na técnica, inovador no conteúdo e saboroso na leitura , esse livro não é apenas um guia bem temperado para os interessados em aprimorar a arte culinária. É um consistente material de referência para quem busca - como afirmam os autotres - estar atento ao repertório de possibilidades que vem tornando o Brasil um país de destaque no cenário da gastronomia mundial.

Ficha Técnica

Título: Com unhas. dentes & cuca
Subtítulo: Prática culinária e papo-cabeça ao alcance de todos
Autor: Alex Atala & Carlos Alberto Doria
Editora: Senac
Assunto: Culinária E Gastronomia
ISBN: 9788573597233
Idioma: Português
Ano: 2008
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de páginas: 384

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sugestão de leitura: Escoffianas brasileiras




O nome do livro, estranho inicialmente, é a junção de Bachianas brasileiras, obra de Heitor Villa-Lobos, com o nome do chef francês, Auguste Escoffier, um dos principais responsáveis pela chamada Cozinha Francesa Moderna. O livro divide-se em três partes: Aprendizado, Sonho e Realidade, retratando o caminho percorrido por Alex Atala, um Chef reconhecido internacionalmente. Contudo, o livro ultrapassa a simples biografia, apresentando-se como uma profunda reflexão sobre a gastronomia. E, em especial, sobre a gastronomia atual e brasileira, com ingredientes genuinamente nacionais. Para a realização dessa obra, participou, também, a jornalista e escritora Carolina Chagas.


Ficha técnica

Título: Escoffianas Brasileiras
Editora: Larousse do Brasl
Autor: Alex Atala, com participação de Carolina Chagas
Fotos: Cássio Vasconcellos
Formato: 26,5 x 19,5
Acabamento: brochura
Idioma: Português
Origem: nacional
Número de páginas: 520

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Queijos e vinhos: um relacionamento problemático


Foram os franceses os primeiros à apreciarem o casamento entre queijos e vinhos, com a máxima, "para vender vinho, sirva queijo", ditado das vinículas francesas. Bem verdade, quando combinados corretamente é delicioso, mas há grande margem para erros gastronômicos. O queijo tem sabor forte e é, em geral, gorduroso. Pode ser, ainda, ácido e salgado. Alguns vinhos podem ficar mais amargos no contato com alimentos salgados e terão seu sabor encoberto se não forem tão ácidos quanto o queijo.
Algumas combinações, contudo, superam os problema, ora por oposição ora pela aproximação de sabores. Cito, nessas categorias, o queijo Roquefort (salgado, de sabor forte), com o vinho Sauternes.
Deixando, porém, as exceções de lado, existem algumas dicas obtidas pela experimentação que poderão ser úteis para a melhor apreciação dos vinhos e queijos. Os vinhos brancos doces normalmente agradam mais que os brancos secos, e os brancos secos se saem melhor que os tintos secos.

As sugestões abaixo, observam a textura e o sabor (fundamentalmente, teores de gordura e sal):

  • Quanto mais duro o queijo (como o parmesão), mais tânico pode ser o vinho.
  • Quanto mais cremoso o queijo, mais acidez o vinho deve conter.
  • Vinhos doces (como Sauternes, Porto e Madeira) acompanham bem os queijos azuis (como gorgonzola).
  • Queijos frescos e sem casca (como o mascarporne e a mussarela) pedem vinhos brancos leves (como Riesling e Chardonnay).
  • Vinhos tintos e mesmo brancos parecem sugerir adequação com queijos macios, de casca rica (como Cammembert e Gouda).
  • Os queijos mais suaves (como Emmental e Gruyère) aceitam combinações com vinhos pouco tânicos, suaves.
  • Os vinhos brancos aromáticos combinam com queijos de massa mole, como a ricota.
O queijo brie, jovem, é bem acompanhado pelo branco Chardonnay e, maduro, pelo tinto Shiraz.

Aprecie.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Receita de farofa

Rendimento: 2 porções
Tempo de preparo: 15 minutos de preparo

1/2 xícara (chá) de manteiga sem sal
1/2 xícara (chá) de alho picado
1 xícara (chá) de farinha fina de mandioca torrada
2 ovos mexidos
Sal a gosto
1/2 xícara (chá) de salsinha e cebolinha picadas
1 cebola picada
50 g de linguiça calabresa defumada picada


Modo de fazer:

  1. Numa frigideira, aqueça a manteiga e coloque a linguiça calabresa defumada.
  2. Acrescente a cebola e o alho, e refogue, até que a cebola esteja transparente e o alho dourado.
  3. Coloque a farinha de mandioca, os ovos, e mexa.
  4. Tempere com o sal.
  5. Pouco antes de tirar do fogo, acrescente a salsinha e a cebolinha, misturando bem.

Observação: caso deseje congelar a farofa, não acrescente os ovos cozidos no preparo. Deixe para fazê-lo quando aquecer, para servir. Assim, os ovos, servidos na farofa, apresentarão boa cor e textura que se perderiam com o congelamento.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Para se assistir: O Tempero da Vida (2003)




O filme trata de um assunto que nos interessa, e muito: gastronomia. Trata-se de uma história do roteirista e diretor Tassos Boulmetis, inspirada em suas experiências pessoais, nascido em Constantinopla e obrigado a se mudar para a Grécia, assim como o protagonista. A história se passa com Fanis Iakovidis (Georges Corraface), com 40 anos, professor de astrofísica; em flashbacks, compartilhamos, também, de seu passado, infância e adolescência. Aos 7 anos, em uma Istambul multicultural, nos anos 50, Fanis (Markus Osse) aprende com seu avô (Tassos Bandis), especialista em temperos, dono de uma sabedoria gastronômica (literalmente), à assimilar o uso de temperos em seus pratos e, sobretudo, em sua vida. Assim, acompanhamos a trajetória do protagonista, as relações familiares, pequenos dramas e momentos cômicos, suas paixões e amadurecimento. De fundo, os problemas políticos e humanos entre Grécia e Turquia, entrelaçando-se a essa familia tão peculiar, apresentados de forma leve e poética.
Um filme de rara sensibilidade, apresentado em três partes - entrada, prato principal, sobremesa.

  • Título original: Politiki Kouzina
  • Gênero: Comédia/Drama
  • Tempo de duração: 108 min
  • Origem: Grécia/Turquia
  • Ano de lançamento: 2003
  • Estúdio: Village Roadshow Productions / PPV Athens / Greek Film Center / FilmNet / Cinegram S.A. / ANS Productions
  • Distribuição: Imagem Filmes / Capitol Films
  • Direção: Tassos Boulmetis
  • Roteiro: Tassos Boulmetis
  • Produção: Lily Papadopoulos e Artemis Skouloudi
  • Música: Evanthia Reboutsika
  • Fotografia: Takis Zervoulakos
  • Direção de arte: Olga Leondiadou
  • Figurino: Bianca Nikolarizi
  • Edição: Yorgos Mavropsaridis

É o "A Festa de Babe
tte" grego, com sua beleza e exotismo. Um filme sóbrio (em sua maior parte), com um curioso realismo mágico, para se degustar com os olhos, ouvidos e espírito.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sugestão de leitura: Segredos de Chefs

Um pequeno livro de consultas. Para aqueles que buscam a cozinha rápida e descomplicada, dicas e técnicas simples de 80 chefs do mundo, incluindo dois brasileiros.

  • Descrição: Em "Segredos de Chefs", mais de 80 renomados mestres da gastronomia mundial revelam dicas e preciosas técnicas, explicadas passo a passo, fundamentais para quem quer cozinhar bem. São inúmeras sugestões de famosos chefs de restaurantes consagrados do Brasil e do mundo. Entre eles, destacam-se François Payard, Jennifer Newburry, William Bradford Gates, Flávia Quaresma, Laurent Suaudeau e Sergio Arno. O livro traz entrevistas com cada um dos chefs, nas quais eles revelam seus gostos e realizações. As dicas são úteis a todos os cozinheiros: dos iniciantes aos mais sofisticados. "Segredos de Chefs" é uma referência essencial para todo amante da culinária!
  • Título: Segredos de Chefs
  • Subtítulo: As Melhores Técnicas dos Mestres da Gastronomia Atual
  • Autor: Francine Maroukian
  • Editora: Publifolha
  • Edição: 1a. edição, 2006
  • Idioma: Português
  • Número de páginas: 224 páginas
  • Formato: 14 cm x 17,8 cm (largura x altura)
  • Especificação: Offset 90 g/m², 2 x 2 cores, Brochura
  • Peso: 354 gramas
  • ISBN: 85-7402-764-2
  • ISBN-13: 978-85-7402-764-7

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sugestão de leitura: O Bistrô de Alice

Para os fãs da boa mesa, bistrôs ou culinária francesa, sugiro O Bistrô de Alice, um livro delicioso, leve de se digerir, com receitas interessantes e acessíveis. Conheça um pouco mais da boa culinária francesa e da história desse bistrô, em particular.

  • Descrição: Localizado num dos bairros mais tranqüilos de Brasília, o restaurante Alice é um dos mais elegantes e bem freqüentados da cidade.
    A charmosa casa da proprietária Alice Mesquita abriga, há nove anos, o restaurante que leva seu nome. A cozinha fica aberta para o salão envidraçado, que dá vista para o jardim e a piscina. O cardápio, essencialmente francês, vem conquistando uma legião de fãs.
    Por três anos consecutivos (2003, 2004, 2005), o Alice foi escolhido como o melhor restaurante da capital federal. Para entender esse sucesso, é preciso perceber a alma da chef. Este livro revela um pouco do talento alquimista da Alice e certamente despertará no leitor uma vontade incontrolável de ir ao restaurante, se deliciar com a mistura de temperos, ingredientes, sabores e aromas; admirar os incríveis frutos arredondados do coité, que ilumina o jardim da casa; e curtir a simpatia e a delicadeza da cozinheira, como ela mesma se define.
    Outro projeto de restaurante, já consagrado, são as confrarias. Gente ávida para aprender um pouco dos segredos da cozinheira e, de quebra, saborear os pratos preparados nas aulas, que diga-se de passagem, são disputadíssimas.
    Neste livro trazemos uma novidade interessante: dicas de harmonização, apresentadas por Fernando Antônio Fontes Rodrigues, um dos sócios fundadores da Associação Brasileira de Sommeliers ABS - Seção Brasília. Por meio delas o leitor vai saber qual bebida combina melhor com as receitas. Este livro tentar revelar, além do tempero da chef Alice Mesquita, as saborosas histórias do local, que tem cara e alma de bistrô.
  • Editora: Senac Distrito Federal
  • Autor: MARTA MORAES & ANDRE RAMOS & LEANDRO FORTES
  • ISBN: 859869410X
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2005
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 120
  • Acabamento: Espiral
  • Formato: Médio

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Molhos

Abaixo, para incrementar seu dia-a-dia (e saladas, rs), três molhos. Aguardo comentários e, também, receitas.


Molho de Hortelã

Ingredientes:

- 1 xícara de chá de maionese
- 1/2 xícara de chá de iogurte
- 1/2 maço de hortelã picadinha (ou a gosto)
- gotas de limão a gosto
- sal a gosto

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes, tempere a gosto.

Obs.: Lembre-se de picar apenas as folhas de hortelã, desprezando os cabos, com gosto característicamente amargo.

Molho de Gorgonzola

Ingredientes:

- 3/4 xícara de chá de creme de leite fresco
- 200g de queijo gorgonzola
- 2 colheres de sopa de nozes picadas
- sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

Leve o queijo gorgonzola com o creme de leite à batedeira e acrescente o sal e a pimenta, formando uma pasta homogênea.
Acrescente, em seguida, as nozes.

Molho Francês

Ingredientes:


- 1 colher (sopa) de óleo
- 1/2 colher (sopa) de cebola ralada
- 1 colher (sopa) de suco de limão e sal a gosto.

Modo de preparo:

Dissolva o sal no óleo. Junte os demais ingredientes e mexa bem. Use em saladas.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Arrozes

Para inaugurar as postagens, gostaria de falar de uma das paixões nacionais: o arroz. Extremamente versátil, esse grão é encontrado em todo o mundo, sob diversas cores (branco, vermelho, preto...) e variações (arroz selvagem, arbório, carnaroli, integral, parbolizado...) em pratos secos e úmidos. Os risotos (feitos a partir de arrozes do tipo arbório, carnaroli, ribe...), italianos, ganharam o paladar dos brasileiros. Novos elementos foram adicionados aos pratos tradicionais e ingredientes tipicamente brasileiros incorporados.

O arroz vermelho foi introduzido no Brasil pelos portugueses no século XVI, na capitania de Ilhéus; hoje, Bahia. Atualmente, na Paraíba, o arroz vermelho é um dos principais ingredientes da culinária regional. Atualmente, no Brasil, é produzido no Estado da Paraíba, Território do Vale do Piancó, Município de Santana dos Garrotes.

O arroz preto é originário da China e cultivado há mais de 4.000 anos, Hoje, há mais de 50 variedades cultivadas nesse país. Exótico, é apreciado por chefs de todo o mundo. No Brasil, é cultivado, modestamente, no Estado de São Paulo, sendo pouco conhecido pelos brasileiros.

Sozinho, ou acompanhado, é uma delícia, não?

Receita de arroz branco

Rendimento: 2 a 3 porções
Tempo: 20 minutos

1 xícara de arroz lavado
2 xícaras de água
1 dente de alho picado
1 colher (sopa) de óleo
sal a gosto

Modo de Fazer:

  1. Refogue o alho no azeite (em fogo alto).
  2. Adicione o arroz e envolva-o com o óleo até que os grãos comecem a grudar no fundo da panela.
  3. Abaixe o fogo e acrescente a água e o sal, mantendo a panela semi-tampada por 15-20 minutos.
  4. Após conferir se o arroz encontra-se al dente, mantenha a panela tampada por 10 minutos.
Observações: para o cozimento adequado é necessário envolver o arroz no óleo. Observe sempre a proporção de 1:2 entre a quantidade de arroz e a de água. E, após encerrar o cozimento, mantenha a panela fechada para que os grãos cresçam e se soltem. O tempo de cozimento varia entre 15 e 20 minutos, levando-se em consideração variações das chamas de fogões e as panelas usadas.

Rogério Roscio - Personal Chef   © 2008. Template Recipes by Emporium Digital

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