segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Massa - História e invenções


A palavra "macarrão" vem do grego "makària", que data de 25 séculos atrás e compreendia um caldo de carne enriquecido por pelotas de farinha de trigo e cereais. Já a palavra "pasta" (massa para os italianos), vem do grego "pastillos", termo usado por Horácio, especialista em versos culinários.

Reza a lenda que Marco Polo teria levado à Itália, em 1295, essa invenção chinesa, regressando do Extremo Oriente. Lenda...
Há inúmeros relatos em textos etruscos e babilônios sobre a existência de uma pasta à base de cereais e água; isso, em 2500 a.C.
No Ocidente, a primeira e mais próxima referência ao macarrão cozido encontra-se no Talmud de Jerusalém. O itriyah dos antigos hebreus era uma espécie de massa chata usada em cerimônias religiosas. Na antiga Roma, por volta do século VII a.C., comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada pultes, com legumes e carne (puls punica); ou com queijo fresco e mel (puls Julia).
Em 827, os árabes haviam conquistado a Sicília e teriam levado consigo a novidade. Segundo essa versão - a mais aceita pelos historiadores -, os árabes seriam os legítimos pais do macarrão. Eles o chamavam de itrjia e era uma massa seca para melhor conservação nas lravessias pelo deserto. Da Sicília, os navegadores venezianos e genovenses transportaram-no para importantes portos como Nápoles, Roma, Piombino e Viareggio.
Bem verdade, apesar das muitas versões e supostas paternidades, os italianos foram seus maiores consumidores e difusores, tendo inventado mais de 500 variedades de tipos e formatos. Eles incorporaram, inclusive, um elemento nobre - a farinha grano duro (*), propiciando o cozimento correto e melhor consistência.
O encontro do tomate com a massa deu-se, segundo registros, em uma receita em 1839, quando Ippolito Cavalcanti, duque de Buonvicino, ofereceu uma receita para vermicelli co le pommodoro. Trinta anos depois, o La Cuciniera Genovese ofereceu receitas para pastas com molho de tomate. Até então, a pasta seca era comida com os dedos. Muitos histriadores acreditam, pois, que o molho exigiu o uso de uma pequena forquilha, um garfo primitivo, que teria revolucionado a forma de comer.
Com o tempo, mudanças culturais e de hábitos, novos elementos foram acrescentados aos molhos e suas composições, resultando em uma diversidade de combinações interessantes e releituras dos molhos consagrados.

(*) A farinha grano duro é formada pelo trigo grano duro (Triticum durum), que requer condições climáticas especiais, crescendo apenas em regiões frias. O resultado é uma massa mais consistente, firme e saborosa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Receita de Penne di Casa


Tempo de preparo: 40 minutos

Porções: 4

500 g de penne
300 g de palmito
220 g requeijão
200 g de creme de leite
1 cebola picada grosseiramente
1 dente de alho picado finamente
3 colheres (sopa) de azeite
1/2 xícara (chá) de molho de soja
Sal

Modo de fazer:

  1. Coloque 5 litros de água em fogo alto. Assim que ferver, adicione a massa, mexendo-a no primeiro minuto. Acrescente uma colher de sopa de sal. Misture.
  2. Doure o alho e a cebola no azeite, adicionando, em seguida, o palmito.
  3. Após dois minutos, acrescente o molho de soja.
  4. Quando o palmito encontrar-se macio, acrescente o creme de leite e homogenize.
  5. Em seguida, adicione o requeijão cremoso, homogenizando novamente.
  6. Retire a massa da água fervente, verificando se se encontra al dente. Misture-a ao molho e sirva imediatamente.
Para acompanhá-lo, um Concha y Toro Reservado Carmenere. Bom apetite.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Refrescante sopa de morangos


Tempo de preparo: 3 minutos
Rendimento: 2 porções

600g de morangos
200 ml de vinho branco seco
Açúcar de confeiteiro

Modo de fazer

  1. Retire o cálice (cabinho) dos morangos e os bata no liquidificador.
  2. Passe o purê formado numa peneira fina para remover as sementes.
  3. Acrescente ao purê o vinho branco seco, para afiná-lo.
  4. Em seguida, acrescente o açúcar de confeiteiro, deixando-o levemente adocicado.
  5. Sirva gelado acompanhado de cubos de manga Tommy e cubos de mamão papaya.
Uma sobremesa simples e deliciosa. Bom apetite!

domingo, 27 de setembro de 2009

Sugestão de leitura: Com unhas, dentes & cuca


Para aqueles que procuram ir muito além das receitas, refletindo sobre as técnicas, suas origens, usos e limitações; um mergulho reflexivo sobre a culinária atual e, principalmente, a culinária brasileira.

Os autores revisitam o conhecimento conhecimento clássico da culunária estabelecidos nos últimos séculos e apresentam as novas técnicas desenvolvidas pelas indústrias do setor e pelas universidades. Rigoroso na técnica, inovador no conteúdo e saboroso na leitura , esse livro não é apenas um guia bem temperado para os interessados em aprimorar a arte culinária. É um consistente material de referência para quem busca - como afirmam os autotres - estar atento ao repertório de possibilidades que vem tornando o Brasil um país de destaque no cenário da gastronomia mundial.

Ficha Técnica

Título: Com unhas. dentes & cuca
Subtítulo: Prática culinária e papo-cabeça ao alcance de todos
Autor: Alex Atala & Carlos Alberto Doria
Editora: Senac
Assunto: Culinária E Gastronomia
ISBN: 9788573597233
Idioma: Português
Ano: 2008
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de páginas: 384

sábado, 26 de setembro de 2009

Jantar romântico 25-09-2009

Risoto de morangos, acompanhado de Botticelli, vinho branco seco 2007, um vinho despretensioso e agradável. Bom casamento. Merecemos...


Para minha esposa, minha inspiração.





segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Receita de filé de merluza com vinagre balsâmico e óleo de manjericão




Tempo de preparo: 48 minutos
Rendimento: 04 porções

4 filés de merluza com aproximadamente
2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
2 colheres (chá) de molho de soja
75 ml de azeite de oliva extravirgem
50 g de folha de manjericão picadas
sal e pimenta-do-reino triturada, a gosto

Modo de fazer:
  1. Coloque os filés em um recipiente raso. Misture o vinagre balsâmico om o molho de soja e despeje sobre os filés de merluza, deixando-os bem cobertos. Leve à geladeira por 30 minutos para marinar.
  2. Despeje o zeite no liquidificador, acrescente o manjericão e bata até ficar uniforme. Tempere a gosto com o sal e a pimenta-do-reino e deixe descansar.
  3. Retire os filés e leve-os à frigideira por aproximadamente 4 minutos de cada lado.
  4. misture novamente o óleo de manjericão e regue os filés. Sirva imediatamente.
Sugestão: acompanhando, um arroz branco e uma salada de espinafre, beterraba e laranja. (prato servido no jantar de 29/07/2009, http://chefroscio.blogspot.com/2009/08/novamente-ao-jantar-de-degustacao.html)

sábado, 19 de setembro de 2009

Vinhos chilenos


As primeiras videiras chegaram ao Chile por volta de 1550, por missionários espanhóis, destacando-se pais e moscatel (variedade, essa, cultivada ainda hoje). Eles utilizavam técnicas primitivas, produzindo vinhos rústicos (adocicados e estabilizados, frequentemente fervidos). No século XIX, o Chile se tornou independente das leis espanholas, e uma classe próspera, viajando pela Europa, teve contato com os vinhos franceses, de melhor qualidade. Passaram, então, a importar varietais de Bordeaux. A primeira evolução dos vinhos chilenos.
Em 1830, o governo chileno criou um viveiro para estudos botânicos, chamado de Quinta Normal, onde se criou grande quantidade de videiras vitis vinífera. Na segunda metade do século XIX, enquanto metade dos vinhedos europeus foram destruídos pelas pragas - filoxera e oídio - as videiras do Chile permaneceram intocadas, graças ao isolamento geográfico.
Com a morte de Allende em 1973 e o controle pela ditadura, metade dos vinhedos foi destruída pela guerra civil e instabilidade. Com o fim da ditadura, novas companhias estrangeiras investiram pesadamente com tecnologia, revitalizando e replantando vinhedos. 25.000 acres de variedades superiores, destacando-se Cabernet Sauvignon, Merlot e Chadornnay.
O reconhecimento da qualidade de sua produção foi rápido. E, em 1999, as exportações ultrapassaram a marca de US$ 500 milhões.
A moderna indústria do vinho investiu pesadamente em varietais tintos, produzindo, atualmente, Cabernet Sauvgnon, Merlot, Pinot Noir, Malbech e Syrah. Quanto às uvas brancas, destacam-se Chadornnay, Sauvignon Blanc, Sémillon e Riesling.
O Chile foi beneficiado pela geografia, apresentando uma das regiões agricultoras mais férteis do mundo, bem no centro do país, ao longo do Vale Central (980 km de extensão), com clima caracteristicamente mediterrâneo, onde encontramos grande parte de suas uvas.

Em 1955, instituíram-se, por lei, as seguintes regiões vinícolas: Aconcagua (incluindo Casablanca), Vale Central (incluindo Maipo, Raspel , Curicó e Maule) e a Região Sul (incluindo Itata e Bío-Bío).

Os vinhos chilenos apresentam uma excelente relação de custo-benefício. Experimentem.

Rogério Roscio - Personal Chef   © 2008. Template Recipes by Emporium Digital

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