sábado, 19 de setembro de 2009

Vinhos chilenos


As primeiras videiras chegaram ao Chile por volta de 1550, por missionários espanhóis, destacando-se pais e moscatel (variedade, essa, cultivada ainda hoje). Eles utilizavam técnicas primitivas, produzindo vinhos rústicos (adocicados e estabilizados, frequentemente fervidos). No século XIX, o Chile se tornou independente das leis espanholas, e uma classe próspera, viajando pela Europa, teve contato com os vinhos franceses, de melhor qualidade. Passaram, então, a importar varietais de Bordeaux. A primeira evolução dos vinhos chilenos.
Em 1830, o governo chileno criou um viveiro para estudos botânicos, chamado de Quinta Normal, onde se criou grande quantidade de videiras vitis vinífera. Na segunda metade do século XIX, enquanto metade dos vinhedos europeus foram destruídos pelas pragas - filoxera e oídio - as videiras do Chile permaneceram intocadas, graças ao isolamento geográfico.
Com a morte de Allende em 1973 e o controle pela ditadura, metade dos vinhedos foi destruída pela guerra civil e instabilidade. Com o fim da ditadura, novas companhias estrangeiras investiram pesadamente com tecnologia, revitalizando e replantando vinhedos. 25.000 acres de variedades superiores, destacando-se Cabernet Sauvignon, Merlot e Chadornnay.
O reconhecimento da qualidade de sua produção foi rápido. E, em 1999, as exportações ultrapassaram a marca de US$ 500 milhões.
A moderna indústria do vinho investiu pesadamente em varietais tintos, produzindo, atualmente, Cabernet Sauvgnon, Merlot, Pinot Noir, Malbech e Syrah. Quanto às uvas brancas, destacam-se Chadornnay, Sauvignon Blanc, Sémillon e Riesling.
O Chile foi beneficiado pela geografia, apresentando uma das regiões agricultoras mais férteis do mundo, bem no centro do país, ao longo do Vale Central (980 km de extensão), com clima caracteristicamente mediterrâneo, onde encontramos grande parte de suas uvas.

Em 1955, instituíram-se, por lei, as seguintes regiões vinícolas: Aconcagua (incluindo Casablanca), Vale Central (incluindo Maipo, Raspel , Curicó e Maule) e a Região Sul (incluindo Itata e Bío-Bío).

Os vinhos chilenos apresentam uma excelente relação de custo-benefício. Experimentem.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Blog adicionado ao PetitChef!

Aguardava por esses dias a confirmação do site PetitChef e, hoje, finalmente, a recebi. Nosso blog faz, agora, parte de seu acervo de sites/blogs de culinária e gastronomia. Um site de origem francesa (com versões em oito idiomas, incluindo o português, de Portugal) voltado para os amantes da gastronomia e dos prazeres da mesa, repleto de receitas, produtos e links relacionados (como o nosso).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Receita de cheesecake de morango


Tempo de preparo: 45 minutos

Rendimento: 8 porções

50 g de manteiga
125 g de biscoito maisena triturados
375 g de ricota
50 g de açúcar
3 ovos separados
300 ml de creme de leite fresco
15 g de gelatina em pó dissolvida em 3 colheres (sopa) de suco de laranja)
125 g morangos picados para a calda
125 de açúcar para a calda
morangos para decorar

Modo de fazer:
  1. Derreta a manteiga em uma panela, retirando, logo em seguida, do fogo e misturando aos biscoitos triturados. Forre uma fôrma rasa, de aproximadamente 20 cm, com essa mistura, e deixe gelar por 15 minutos.
  2. Coloque a ricota em uma tigela e junte o açúcar e as gemas. Bata até formar picos bem firmes. Deséje a gelatina na mistura de ricota e, por último, adicione o creme de leite.
  3. Bata as claras em neve, despeje no creme de ricota e misture suavemente. Despeje a mistura sobre os biscoitos e alise com uma colher.
  4. Leve a torta à geladeira por um hora e meio. Reserve.
  5. Coloque os morangos picados em uma panela com o açúcar, formando uma geléia fina. Deixe esfriar.
  6. Despeje a calda sobre a fôrma e decore com os morangos.

Bom apetite!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Receita de bacalhau frito com molho de tomate e laranja


Preparo: 25 minutos

Rendimento: 4 porções

1 laranja
1 dente de alho finamente picado
2 tomates grandes, sem pele e sem sementes, cortados em cubos pequenos
2 colheres (sopa) de manjerição picado
50g de azeitonas pretas sem caroço picadas
5 colheres (sopa) de azeite extravirgem de oliva
4 filés de bacalhau
1 colher (sopa) de tomilho seco
½ colher (chá) de pimenta-do-reino em pó
sal a gosto

Modo de fazer:

  1. Descasque e corte a laranja em gomos. Corte-os ao meio. Adicione o alho, os tomates, o manjericão, as azeitonas e 4 colheres de azeite. Reserve.
  2. Lave o bacalhau e seque-o bem. Regue com o azeite restante e cubra com o tomilho seco e a pimenta-do-reino em pó.
  3. Aqueça uma panela e frite os filés de bacalhau, com a pele para baixo, por 5 minutos. Vire-os e frite por mais 3 minutos. Transfira-os para um forno pré-aquecido por 5 minutos.
  4. Sirva-o com o molho.
Esse prato foi servido em um jantar no dia 06/08/2009 (http://chefroscio.blogspot.com/2009/08/jantar-de-degustacao-06082009-em-tempo.html)

Sugestão: para acompanhá-lo, salada verde e arroz branco.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sugestão de leitura: Escoffianas brasileiras




O nome do livro, estranho inicialmente, é a junção de Bachianas brasileiras, obra de Heitor Villa-Lobos, com o nome do chef francês, Auguste Escoffier, um dos principais responsáveis pela chamada Cozinha Francesa Moderna. O livro divide-se em três partes: Aprendizado, Sonho e Realidade, retratando o caminho percorrido por Alex Atala, um Chef reconhecido internacionalmente. Contudo, o livro ultrapassa a simples biografia, apresentando-se como uma profunda reflexão sobre a gastronomia. E, em especial, sobre a gastronomia atual e brasileira, com ingredientes genuinamente nacionais. Para a realização dessa obra, participou, também, a jornalista e escritora Carolina Chagas.


Ficha técnica

Título: Escoffianas Brasileiras
Editora: Larousse do Brasl
Autor: Alex Atala, com participação de Carolina Chagas
Fotos: Cássio Vasconcellos
Formato: 26,5 x 19,5
Acabamento: brochura
Idioma: Português
Origem: nacional
Número de páginas: 520

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Morre Saul Galvão, aos 67 anos


O crítico de restaurantes e culinarista Saul Galvão de França Júnior morreu hoje, aos 67 anos. Crítico de gastronomia do grupo Estado desde 1965, sua coluna tinha grande influência e repercussão em todo o país, admirado por grande número de culinaristas e gourmets. Natural de Jaú, mudou-se para São Paulo na década de 60 para estudar Direito no Largo São Francisco; não concluindo, porém. Vale lembrar que nesses mais de 30 anos de jornalismo, escreveu também na área internacional e política, autor de sete livros: Os Prazeres da Mesa (1978), Tintos e Brancos (1992), Os Prazeres da Mesa 2 (1995), A Cozinha e seus Vinhos (1999) e A Essência do Sabor (2000), Bráz: Pizza Paulistana (2003) e Guia de Tintos e Brancos (2004) .
Sem esnobismo e com uma didática invejável, levava um pouco mais da cultura gastronômica às pessoas, contribuindo especialmente para a enogastronomia. Seu lema era "passar bem", onde quer que se estivesse, em um hotel cinco estrelas ou no pé limpo da esquina.

Queijos e vinhos: um relacionamento problemático


Foram os franceses os primeiros à apreciarem o casamento entre queijos e vinhos, com a máxima, "para vender vinho, sirva queijo", ditado das vinículas francesas. Bem verdade, quando combinados corretamente é delicioso, mas há grande margem para erros gastronômicos. O queijo tem sabor forte e é, em geral, gorduroso. Pode ser, ainda, ácido e salgado. Alguns vinhos podem ficar mais amargos no contato com alimentos salgados e terão seu sabor encoberto se não forem tão ácidos quanto o queijo.
Algumas combinações, contudo, superam os problema, ora por oposição ora pela aproximação de sabores. Cito, nessas categorias, o queijo Roquefort (salgado, de sabor forte), com o vinho Sauternes.
Deixando, porém, as exceções de lado, existem algumas dicas obtidas pela experimentação que poderão ser úteis para a melhor apreciação dos vinhos e queijos. Os vinhos brancos doces normalmente agradam mais que os brancos secos, e os brancos secos se saem melhor que os tintos secos.

As sugestões abaixo, observam a textura e o sabor (fundamentalmente, teores de gordura e sal):

  • Quanto mais duro o queijo (como o parmesão), mais tânico pode ser o vinho.
  • Quanto mais cremoso o queijo, mais acidez o vinho deve conter.
  • Vinhos doces (como Sauternes, Porto e Madeira) acompanham bem os queijos azuis (como gorgonzola).
  • Queijos frescos e sem casca (como o mascarporne e a mussarela) pedem vinhos brancos leves (como Riesling e Chardonnay).
  • Vinhos tintos e mesmo brancos parecem sugerir adequação com queijos macios, de casca rica (como Cammembert e Gouda).
  • Os queijos mais suaves (como Emmental e Gruyère) aceitam combinações com vinhos pouco tânicos, suaves.
  • Os vinhos brancos aromáticos combinam com queijos de massa mole, como a ricota.
O queijo brie, jovem, é bem acompanhado pelo branco Chardonnay e, maduro, pelo tinto Shiraz.

Aprecie.

Rogério Roscio - Personal Chef   © 2008. Template Recipes by Emporium Digital

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